Celular dobrável Galaxy Z Flip, da Samsung, chega por R$ 8.999

Smartphone é compacto, tem formato inovador (e nostálgico) e tela flexível de 6,7 polegadas

atualizado 12/03/2020 11:07

Samsung/Divulgação

São Paulo (SP) – A nostalgia está no ar com a chegada do Galaxy Z Flip, da Samsung. A novidade da fabricante sul-coreana traz de volta o saudoso formato flip, sucesso no fim da década de 1990, e ainda presente na memória afetiva de muitas pessoas. Para se adaptar aos novos tempos, o smartphone conta com um toque de inovação: uma tela dobrável de 6,7 polegadas.

Dessa forma, quando fechado, cabe na palma da mão, mas ao ser utilizado totalmente aberto oferece uma generosa área de visualização que acomoda apps e possibilita jogar games e assistir vídeos de forma bastante confortável.  Para termos uma comparação, apesar do discreto tamanho – ao ser fechado ele mede apenas 8,7 cm de comprimento (aproximadamente o tamanho de um cartão de visita) –, o dispositivo traz um display maior do que modelos conhecidos, como o iPhone 11 e o Galaxy S10, que têm 6,1 polegadas.

Disponível nas cores preta e ultravioleta, o Galaxy Z Flip conta com versão em português da assistente virtual Bixby (que realiza tarefas a partir de comandos de voz) e já está disponível no mercado brasileiro por R$ 8.999. Sim, quem quiser ter acesso ao lançamento terá que ser, assim como o telefone, bastante flexível (com o perdão do trocadilho) e abrir a carteira para o novo hype tecnológico.

Samsung/Divulgação

A tela

Com o formato de concha, ele pode ser aberto em um ângulo que varia entre 70º e 110º. O modelo traz um sensor de impressão digital e acabamento metálico, o que ressalta o aspecto premium. O display Dynamic AMOLED tem proporção de 22:9 e resolução de 2636×1080 pixels. Na parte frontal, uma tela menor, de 1,1 polegadas, mostra informações como tempo e notificações de mensagens.

Por dentro, ele é equipado com processador Snapdragon 855+, que é uma turbinada da versão 855 lançada em 2019, tem oito núcleos de processamento, 8GB de memória RAM e 256GB de espaço para armazenamento. Já a bateria possui 3.300 mAh.

A câmera principal tem dois sensores: um de 12MP (f/1.8), ângulo de visão de 78º, além de uma lente ultra grande angular, também de 12MP (f/2.2), com campo de visão de 123º. Já a câmera frontal tem 10MP (f/2.4) e recurso de autofoco.

Samsung/DivulgaçãoO sistema operacional Android 10 com interface One UI foi modificado exclusivamente para melhor se adaptar ao dispositivo dobrável. Dessa forma, há alguns recursos customizados para atender todas as possibilidades oferecidas por esse tipo de tela. Por exemplo, em um deles, o usuário pode exibir dois monitores no smartphone. Dessa forma, é possível ver um vídeo em um painel, enquanto se utiliza algum aplicativo no outro.

Linha dobrável corrigida

O Galaxy Z Flip é o segundo modelo lançado pela Samsung que conta com tela dobrável. Em 2019, a fabricante lançou no mercado o Galaxy Fold, celular com dois displays que, quando abertos, chegam a 7,3 polegadas. Bastante aguardado pelo mercado, o smartphone acabou sendo alvo de críticas de muitos usuários, que relataram problemas na tela após o utilizarem com frequência.

Para o novo dispositivo, a Samsung afirma que foram feitas melhorias, principalmente no que se refere ao sistema de fechamento da tela. Dessa vez, há um vidro ultrafino que dobra mais de 200 mil vezes sem apresentar falhas. Uma nova dobradiça de três pontos garante que cada giro seja feito de forma estável. O componente ainda traz fibras de nylon que fazem uma varredura para repelir sujeira e pó que podem danificar o aparelho.

Samsung/Divulgação

Concorrência

No que diz respeito, pelo menos, ao formato, o Z Flip já tem um concorrente no radar: o Motorola Razr. A fabricante norte-americana também entrou na onda revival e apresentou, no fim do ano passado, uma versão de smartphone inspirada no antigo V3, sucesso de vendas da marca. Disponível no Brasil desde fevereiro pelos mesmos R$ 8.999 cobrado pelo rival, o telefone é a releitura de um clássico, porém, com todas as novidades conhecidas das gerações: tela touchscreen (dobrável), câmera frontal para selfie e bom conjunto de processador e memória RAM.

Assim como já havia ocorrido com o Galaxy Fold, as vendas do Razr surpreenderam até os mais otimistas, fazendo com que o aparelho desaparecesse rapidamente das vitrines. Isso comprova o estudo divulgado pela consultoria GfK, que elenca três fatores para a geração de demanda na indústria de telecomunicação em 2020: inovação, desempenho e premiunização. Tudo o que pode ser visto nos novos smartphones dobráveis e que explica o voraz apetite dos consumidores por esses modelos.

O repórter viajou a convite da Samsung Brasil.

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