Defesa de Moro: mensagens de Bolsonaro mostram vontade de interferir na PF

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública argumenta que cobrança de presidente sobre demissão de Valeixo é "inquestionável"

atualizado 24/05/2020 13:16

Ex-ministro Sergio MoroRafaela Felicciano/Metrópoles

A defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro afirmou, em nota, que as mensagens trocadas entre ele e o presidente Jair Bolsonaro antes da reunião ministerial de 22 de abril comprovam a tentativa de interferência política na Polícia Federal.

Neste sábado (23/05), o jornal O Estado de S. Paulo divulgou diálogos em que Bolsonaro avisa Moro sobre a demissão de Maurício Valeixo, então diretor-geral da PF. “Moro, Valeixo sai esta semana”, diz o presidente. “Está decidido. Você pode dizer apenas a forma”, informa Bolsonaro.

Para a defesa de Moro, em comunicado divulgado neste domingo (24/05), “as declarações do presidente da República demonstram, de maneira inquestionável, sua vontade de interferir indevidamente na Polícia Federal”.

“Esses elementos probatórios somam-se às demais diligências investigatórias, inclusive ao vídeo da reunião de 22 de abril, comprovando as afirmações do ex-ministro Sergio Moro”, continua a nota.

Na reunião ministerial cujo conteúdo foi divulgado na última sexta (22/05), Bolsonaro diz, olhando para Moro: “Esse serviço nosso é uma vergonha, que eu não sou informado e não dá para trabalhar assim, fica difícil. Por isso, eu vou interferir. Ponto final”.

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