Bolsonaro defende liberdade de imprensa, mas critica Folha de S. Paulo

Presidente eleito alegou que jornal espalhou notícias falsas contra ele, especialmente no caso de uma suposta funcionária do seu gabinete

atualizado 30/10/2018 15:58

Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, criticou o jornal Folha de S. Paulo durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta segunda-feira (29/10). O peesselista disse defender a liberdade de imprensa, mas alegou que a publicação paulista limitou-se a espalhar notícias falsas contra ele.

“Por si só, esse jornal acabou. Não tem mais prestígio. Quase todas as fake news que se voltaram contra mim partiram da Folha de S. Paulo. Inclusive, a última matéria diz que eu teria contratado empresas fora do Brasil, via empresários daqui, para espalhar mentiras contra o PT. Uma grande mentira”, declarou.

Bolsonaro queixou-se de reportagens publicadas pelo jornal. Ele citou, por exemplo, a informação sobre uma funcionária fantasma dele. O futuro presidente da República alegou que a servidora estava de férias no momento que foi flagrada vendendo açaí no litoral de São Paulo.

O apresentador e editor-chefe do telejornal, Willian Bonner, defendeu a Folha. “Presidente, me permita. Como editor-chefe do Jornal Nacional, eu mesmo tenho um testemunho para fazer. Às vezes, eu achei que críticas feitas ao Jornal Nacional eram injustas. Para ser justo, preciso dizer que o jornal sempre abriu a possibilidade de apresentar a nossa discordância, nossos argumentos, aquilo que nós entendíamos ser a verdade. A Folha é um jornal sério, que cumpre um papel importantíssimo na democracia brasileira. É um papel que a imprensa profissional desempenha, e a Folha faz parte desse grupo”, declarou Bonner.

No início da entrevista, Bolsonaro reconheceu ter reagido de forma “um tanto quanto agressiva” ao projeto Escola Sem Homofobia, iniciativa do Ministério da Educação em 2010 sob a coordenação de Fernando Haddad (PT). Os materiais incluídos no programa ficaram conhecidos como “kit gay”.

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