Quem tentou fraudar ou desmoralizar eleições será punido, diz Jungmann

Ministro e TSE divulgaram, nesta noite, balanço das eleições 2018. As fake News dominaram as falas e perguntas às autoridades

atualizado 07/10/2018 23:09

áTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou, na noite deste domingo (7/10), balanço das eleições 2018. As fake news dominaram as falas e perguntas às autoridades.

Ministro da Segurança, Raul Jungmann classificou como positiva a operação do governo para que a votação transcorresse dentro da normalidade. “Aqueles que tentaram descaracterizar, desmoralizar ou tentar induzir a possibilidade de fraude do sistema foram denunciados. Serão investigados e punidos”, pontuou o ministro.

Ainda segundo Jungmann, não foram encontrados indicadores de que as fake news divulgadas tivessem alguma base real. “Após mais de duas décadas, o sistema eletrônico do Brasil demonstra sua higidez”, afirmou.

Sobre as falsas notícias, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)) Rosa Weber declarou que o vídeo sobre uma falha na urna, denunciado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), é uma montagem. “Lembrando que é um direito do cidadão exigir das autoridades públicas as providências. E assim se procedeu”, afirmou. Ela destacou ainda que essas notícias são um “fenômeno mundial” de desinformação.

Raul Jungmann acrescentou que três casos lhe chamaram a atenção. O primeiro de um eleitor votando com uma arma e apertando as teclas na urna com o revólver. O segundo, em Alagoas, de um eleitor que apertava o número um e a votação era dada como encerrada. O terceiro caso pontuado por ele ocorreu no Distrito Federal, quando dois policiais militares foram chamados por um mesário que apontou problemas nas urnas: segundo o mesário, os equipamentos vieram com votos preenchidos.

“Fizemos o levantamento de todos os eleitores que votaram [na seção do vídeo com a arma na urna]. Todos que votaram naquela seção serão chamados para prestar depoimento”, disse o ministro.

Sobre o caso da urna com defeito em Alagoas, Jungmann afirmou que ela foi periciada e não apresentou nenhum tipo de disfunção. Mesmo assim, o dispositivo foi afastado e substituído.

O terceiro relato, no DF, levou a Justiça Eleitoral a tomar depoimento do policial e dos mesários que registraram a denúncia.

Dentro da normalidade
Rosa Weber declarou que o pleito ocorreu dentro do esperado pelas autoridades. “As nossas eleições de 2018, quanto a essa primeira etapa, decorreram em todo o Brasil com a normalidade esperada”, disse.

Segundo a presidente do TSE, às 20h48 foram definidos os dois candidatos que vão disputar o segundo turno para as eleições presidenciais: Jair Bolsonaro (PSL), com 47% dos votos válidos, e Fernando Haddad (PT), com 29% – percentual que aumentou com o decorrer da apuração.

O TSE informou que 147.306.275 milhões de eleitores participaram do pleito. Foram utilizadas 454.493 mil urnas, sendo 2.400 substituídas ao longo da votação. Três seções tiveram votação manual: em Três Coroas (RS), Botucatu (SP) e Juquiá (SP). Minas Gerais foi o estado com mais urnas substituídas, 487 no total. No Maranhão, apenas duas precisaram ser trocadas por urnas de contingência.

Segurança
Foram registrados neste domingo 388 ocorrências, sendo 378 com não candidatos e 10 de postulantes a algum cargo eletivo. Deste número, 149 resultaram em prisão.

Na avaliação do ministro Raul Jungmann, o pleito “transcorreu em paz e com efetividade. A vontade do povo brasileiro foi respeitada”, disse.

Entre sexta-feira (5) e domingo, houve o registro de 1.848 ocorrências e 500 detenções. Foram firmados 220 termos circunstanciados, abertos 51 inquéritos, 389 pessoas prestaram depoimentos e 160 objetos acabaram apreendidos.

Participaram da coletiva, além da presidente do TSE, Rosa Weber, e do ministro Raul Jungmann, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto Barroso, Admar Gonzaga, Og Fernandes e Jorge Mussi; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli; a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; o tenente-brigadeiro do Ministério da Defesa, Nivaldo Rossato, e o presidente da Ordem dos advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia.

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