Grupo tenta furar bloqueio na Esplanada e é abordado pela polícia

O governador do Distrito Federal decretou o fechamento completo da rua que dá acesso à Praça dos Três Poderes

atualizado 14/06/2020 12:33

Protesto em frente ao STFHugo Barreto/ Metrópoles

A Esplanada dos Ministérios amanheceu fechada neste domingo (14/6), com a circulação de carros liberada apenas para veículos oficiais, e com a presença de poucas pessoas.

No meio da manhã, um pequeno grupo de apoiadores do presidente – não mais que 30 pessoas – tentou furar o bloqueio, determinado no sábado (13/06) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). A Polícia Militar, presente no local, negociou para que a ordem fosse mantida. Veja vídeo:

Os manifestantes carregavam bandeiras do Brasil e empunhavam bandeiras e entoavam palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e também criticavam Ibaneis Rocha pelo fechamento da Esplanada. Um deles, que se identificou como policial civil do Rio de Janeiro, portava uma arma. Ele não quis falar com a reportagem.

O suposto policial também carregava uma caixa com fogos de artifício. Veja fotos abaixo. No sábado à noite, em ato, um grupo de apoiadores do presidente queimou fogos na frente da corte.

Segundo o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, a Praça dos Três Poderes foi esvaziada após esse incidente. “A Esplanada estava fechada para manifestações. O decreto foi claro. E ainda tem a ordem proibindo aglomerações”, reforçou.

Fechamento da Esplanada 

No sábado (13/06), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decretou o fechamento completo da Esplanada para este domingo. A medida é uma resposta ao tom que parte dos manifestantes adotaram nos atos de ontem, durante e depois dos protestos a favor e contra o governo federal no centro de Brasília.

Em entrevista ao Metrópoles na noite de sábado, o governador Ibaneis disse que, enquanto as manifestações foram “ordeiras”, ele não interferiu: “Dei todo o apoio, como democrata que sou. Mas não vou aceitar os excessos”. E reforçou ainda seu papel no episódio dos recentes protestos. “Bolsonaro é o presidente da República, mas eu sou o governador, e como governador preciso garantir a ordem”, afirmou.

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Segundo a assessoria de imprensa da presidência do Senado, o grupo denominado 300 do Brasil tentou invadir áreas restritas do Congresso Nacional. Os manifestantes chegaram a subir na parte externa do monumento, onde ficam gôndolas próximas às cúpulas do Legislativo.

O grupo que tentou a invasão é formado por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), determinou então que a Polícia Legislativa fizesse a retirada do manifestantes. Policiais negociaram com os integrantes do grupo uma maneira pacífica para que eles deixassem o local.

Acampamento

Antes disso, a polícia do Distrito Federal desmontou o acampamento do grupo autodenominado “300 do Brasil”, que estava há aproximadamente um mês em frente ao Ministério da Justiça. Na sequência, e após denunciarem supostos exageros da polícia, os ex-acampados fizeram vídeos com ameaça ao governador Ibaneis Rocha.

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