Relator vota pela permanência de Weintraub no inquérito das fake news

Para o ministro Edson Fachin, o pedido protocolado por André Mendonça não se encaixa para questionar o andamento das investigações

atualizado 12/06/2020 11:42

Michael Melo/Metrópoles

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (12/06) pela rejeição do pedido que pretende tirar o ministro da Educação, Abraham Weintraub, do inquérito das fake news. A medida foi tomada no plenário virtual da Corte.

Relator do caso, o magistrado não acolheu o habeas corpus apresentado pelo ministro da Justiça, André Mendonça. Para ele, a peça não foi o tipo de ação adequada para questionar a atuação do Supremo frente ao inquérito.

Como o caso começou a ser julgado nesta sexta-feira (12/06), os outros magistrados terão seis dias para incluir os votos no sistema do plenário virtual.

Os julgamentos no plenário virtual permitem que os ministros apresentem os votos de casa, sem precisar comparecer presencialmente às sessões do STF.

Entenda

O pedido foi apresentado no dia 27 de maio, pelo ministro da Justiça, André Mendonça. O habeas corpus pretende beneficiar o ministro Weintraub e “todos aqueles que tenham sido objeto de diligências e constrições” no inquérito das fake news. A intenção é trancar, ou seja, suspender o inquérito para o grupo.

A ação foi apresentada horas depois de uma operação da Polícia Federal que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão, atingindo blogueiros e empresários aliados do presidente Jair Bolsonaro. A ação da PF ocorreu no âmbito do inquérito das fake news, que apura a disseminação de notícias falsas, ameaças a integrantes da Corte e seus familiares.

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