Nem Aras, nem Previdência: Turma da Mônica rouba a cena no Senado

Evento na Casa contou com os personagens de Maurício de Sousa para informar sobre deficiências

atualizado 17/09/2019 18:24

Marcos Brandão/Senado Federal

Nem Augusto Aras nem a Proposta de Emenda à Constituição que visa modificar as regras da aposentadoria. Quem chamou a atenção nesta terça-feira (17/09) no Senado Federal foram os personagens da Turma da Mônica. E de um jeito que não está no gibi. Luca, que é cadeirante nos gibis, subiu ao altar onde seu criador – o cartunista Maurício de Sousa – discursava para um público composto, em sua maioria, por crianças caminhando com as próprias pernas e sem ajuda da cadeira de rodas. Já Dorinha, que é portadora de deficiência visual, tirou os óculos para enxergar a criançada que vibrava com sua entrada no Auditório petrônio Portela.

O evento proposto pelos senadores Romário (Podemos-RJ) e Eduardo Gomes (MDB-TO) faz parte da programação da Comissão de Assuntos Sociais sobre “inclusão social de pessoas com deficiência pela obra de Maurício de Sousa”. Por isso, a presença mais festejada pelo público infantil foi o próprio cartunista e escritor.

Simpático, ele cumprimentou os pequenos leitores de suas obras. Brincou, como de costume. E se espantou com a declaração do pequeno Guilherme Gomes, de oito anos, quando este disse em voz alta que faz coleção dos gibis e livros de sua autoria. “Eu tenho 100 gibis seus”, gritou o menino. Ao que o autor devolveu: “Quando terminar aqui, eu autografo seu livro”.

Para o autor, saber que a inclusão de personagens com algum tipo de necessidade especial em sua obra – a Turma da Mônica – surte efeito positivo na vida desse público é satisfatório e entusiasmante, mesmo para um cartunista consagrado como ele. “Vocês gostam da Turma da Mônica?”, perguntava Maurício. Eis que a pergunta era devolvida com um sonoro “sim”. Foi então que surgiram alguns dos integrantes dos gibis que seduzem gerações de leitores mirins há décadas.

Empolgado com a presença de seus ídolos, Thiago Cauan Barrozo, 9, sentiu só uma falta: “Cadê o Cascão?”. Thiago não é portador de necessidade especial, mas todos os dias tenta vencer a barreira do abandono dos seus pais. Desde muito pequeno, o menino saiu de casa e passou a morar na rua. “Ficava três, quatro dias fora de casa, soltando pipa. Thiago hoje mora no Larzinho Chico Xavier, que fica no Park Way. Sua mãe ainda reside no Paranoá. Ele foi para lá por se encontrar em situação de vulnerabilidade.

A tarde lúdica no Senado contou com a presença de 400 crianças da Escola Classe 102 Sul e das entidades Casa do Caminho e Lar Infantil Chico Xavier. Muitos portadores de necessidades especiais estavam presentes nesse evento que visava justamente homenageá-los. Após deixar o auditório, Maurício de Souza foi recebido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

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