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Dilma sobe o tom contra Bolsonaro e diz que “o coiso é a barbárie”

Candidata ao Senado em MG, a ex-presidente também culpou o PSDB "por permitir o surgimento da extrema-direita"

atualizado 19/02/2019 15:56

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), candidata ao Senado em Minas, subiu o tom contra Jair Bolsonaro (PSL) em discurso num evento de campanha nesta segunda-feira (24/9), chamando-o de “coiso”. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

“No dia 7, estamos disputando o momento mais delicado da vida política do Brasil. Tem um confronto entre civilização e barbárie e nós sabemos que o coiso é a barbárie. O coiso é negar todos os direitos conquistados por nós nas últimas décadas”, disse.

Segundo a petista, a descrença na política alimenta “um salvador da pátria, que salva chutando e destruindo, destilando ódio”, em vez de construir “uma sociedade de respeito, onde o preconceito não opera”.

A ex-presidente também rejeitou a ideia de que a esquerda seja o lado radical, lembrando a ditadura militar. “Muitas pessoas questionam dizendo que nós radicalizamos, que nós somos aqueles que não querem o entendimento e a compreensão. Primeiro, porque não há muito diálogo entre o pescoço e a forca. A nós, eles não trataram de forma democrática. A nós, eles trataram de forma autoritária e excludente”, discursou.

Democracia
Dilma ainda defendeu a democracia. “Não estamos indo para a vingança nem para a revanche. Estamos indo para a vitória. Na vitória, você quer reconstruir. Sem democracia nós não vamos avançar em nenhum processo. Ela é pré-condição. Para um convívio que não passe pelo ódio destilado pela extrema-direita”, afirmou.

Ao mirar Bolsonaro, a petista entra no movimento de mulheres e intelectuais que se insurgiu contra o candidato do PSL nos últimos dias.