Após ataque na TV Globo, Bolsonaro diz repudiar violência contra imprensa

Declaração ocorre após sede da TV Globo no Rio de Janeiro ser invadida nesta quarta (10/06) e uma repórter ser mantida como refém

atualizado 10/06/2020 20:48

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta-feira (10/06) que repudia “completamente qualquer ato de violência contra profissionais da imprensa”.

“Repudio completamente qualquer ato de violência contra profissionais da imprensa, o que vai na contramão de nossa defesa histórica e irrestrita da liberdade de expressão e de informação, seja a favor ou contra qualquer governo”, disse o presidente nas redes sociais.

A declaração de Bolsonaro ocorre após a sede da TV Globo, no Rio de Janeiro, ter sido invadida na tarde desta quarta e uma repórter ser mantida como refém, com uma faca no pescoço.

O invasor estava à procura da jornalista Renata Vasconcellos, apresentadora do Jornal Nacional. O indivíduo dizia querer conversar com a profissional. Durante o sequestro, o homem manteve a repórter Marina Araújo refém. A polícia foi acionada e conseguiu controlar a situação, levando o suspeito preso.

“Presto solidariedade às jornalistas Marina Araújo e Renata Vasconcellos, que foram alvos desse atentado covarde e inaceitável. Que o caso seja apurado brevemente e o autor punido com o rigor da lei!”, escreveu Bolsonaro.

Em nota, a Globo afirmou que o agressor tinha “distúrbios mentais” e que a emissora condena qualquer ato de violência.

Veja a nota:

Na tarde desta quarta-feira, um homem invadiu a sede da TV Globo, no Jardim Botânico, portando uma faca. Ele fez a repórter Marina Araújo refém.

A segurança da Globo rapidamente agiu, isolou o local e chamou a PM. O comandante do 23° batalhão da corporação, coronel Heitor Henrique Pereira, compareceu à emissora e conduziu a negociação. O homem, que ameaçava a jornalista, liberou a repórter após alguns minutos.

Marina e todos os funcionários que estavam no local não se feriram e passam bem. A Globo repudia com veemência todo tipo de violência. Foi obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política. Um homem que exigia ver a jornalista Renata Vasconcellos.

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