Após saída de Moro, reprovação de Bolsonaro sobe 7 pontos e vai a 49%

Os efeitos da demissão do ex-ministro da Justiça foram negativos para o governo. 52% acham que a economia está no caminho errado

atualizado 04/05/2020 13:01

Moro e Jair BolsonaroAndre Borges/Esp. Metrópoles

O impacto da saída do ex-ministro Sergio Moro, no governo de Jair Bolsonaro, foi negativo, segundo a pesquisa XP Ipespe. Os dados mostram que a reprovação do Executivo subiu 7 pontos, de 42% para 49% depois do pedido de demissão. Por outro lado, a avaliação positiva caiu de 31% para 27%.

De acordo com a pesquisa, caiu também a nota média atribuída ao presidente, que era de 5,1 na pesquisa divulgada em 24 de abril e passou para 4,7 no levantamento atual. Já a nota média atribuída a Sergio Moro teve movimento inverso: passou de 6,2 para 6,5 frente à sua saída do governo.

Sobre os efeitos da demissão de Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, continua em 67% a porcentagem de entrevistados que acreditam que ela trará impactos negativos para o restante do governo.

Em relação ao novo ministro, André Mendonça – que antes era advogado-geral da União -, 69% dizem acreditar que ele terá uma atuação com interferências do presidente, enquanto 19% esperam uma atuação independente.

Em relação à avaliação do Congresso Nacional, a parcela dos que consideram ruim ou péssimo passou de 36% para 40%, enquanto a de ótimo ou bom variou de 18% para 16%.

Para esse levantamento, foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional, nos dias 28, 29 e 30 de abril. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

“Caminho errado”
A pesquisa também mostrou uma percepção menos favorável sobre os rumos da economia. Dos entrevistados, 52% acham que a condução econômica está no caminho errado, contra 47% na semana passada. Os que veem a economia no caminho certo oscilaram de 35% para 32%.

A maior parcela dos participantes (62%) acredita que Bolsonaro deve mudar a política econômica, com mais investimentos do governo, para superar a crise. Já 29% avaliam que o presidente deve manter as reformas e o enxugamento dos gastos públicos, com mais participação de empresa privadas.

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