Avaliação negativa de Bolsonaro se mantém estável, revela pesquisa

Após a saída de Moro, a imagem do presidente ficou negativa. Contudo, novo levantamento mostra que a queda na satisfação parou

atualizado 12/06/2020 15:00

A avaliação negativa sobre a imagem do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), registrada após a saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, foi interrompida. É o que informa a pesquisa feita pela XP Investimentos em parceria com o Ipespe.

No levantamento atual, o grupo que considera a administração ruim ou péssima oscilou um ponto para menos, de 49% para 48%, e o que avalia o governo como ótimo ou bom oscilou dois pontos para mais, indo de 26% a 28%.

De maneira semelhante, houve oscilações positivas na expectativa para o restante do mandato – ótimo e bom passou de 27% para 29%, e ruim e péssimo indo de 48% para 46%.

Na percepção sobre a direção da política econômica, também houve melhora. Aqueles que acham que o governo está no caminho certo passaram de 27% para 29%. Quem considera que está no caminho errado oscilou de 54% para 53%.

Foram feitas mil entrevistas de abrangência nacional de 9 a 11 de junho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Manifestações

Os entrevistados foram questionados sobre os protestos que ocorreram no último domingo: 83% tomaram conhecimento das manifestações contra o governo, e 68% souberam dos atos em apoio ao governo.

Entre os que tomaram conhecimento, as manifestações contra Bolsonaro têm percepção de agir com mais violência: elas agem com violência ou muita violência para 47%, contra 37% que têm a mesma percepção em relação aos atos pró governo.

Coronavírus

Em relação ao momento da crise relacionada à pandemia, 31% dizem que o pior já passou (contra 22% em maio). São 52% os que concordam com a flexibilização do isolamento social que está sendo praticada, enquanto 44% discordam da reabertura.

Entre os entrevistados, 34% dizem que alguém no domicílio recebeu o auxílio emergencial pago pelo governo. A compra de alimentos e produtos para o abastecimento da casa é o principal destino dos recursos, apontado por 41%. Pagamento de contas (19%), dívidas (16%) e aluguel (8%) são as próximas na lista.

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