Ciro, Haddad, Dino e Boulos pregam renúncia de Bolsonaro em carta

Para lideranças, o presidente agrava a pandemia do novo coronavírus e precisa ser contido, já que não teria "grandeza" para renunciar

atualizado 30/03/2020 14:34

Defendendo que o Brasil “não pode ser destruído” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), lideranças de oposição lançaram um manifesto pedindo a “contenção” do mandatário da República. Para eles, Bolsonaro, que chamam de “irresponsável e odioso”, vem agravando a pandemia do novo coronavírus no país.

Assinam o documento o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o ex-prefeito São Paulo, Fernando Haddad (PT), o ex-ministro da Economia Ciro Gomes (PDT), o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSol), além dos ex-governadores do Paraná, Roberto Requião (MDB-PR) e do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), bem como os presidentes do PT, PDT, PCB, PSB e PSol.

“Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político”, afirma o manifesto, é “obrigação” do Congresso Nacional, de governadores e prefeitos, do Ministério Público e do Judiciário “deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana”. Isso porque, faltaria a Bolsonaro a “grandeza de renunciar”.

“Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas”, escreveram no texto. Ao desrespeitar medidas de isolamento e defender o fim da quarentena, sustentam, o presidente “atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países”.

O presidente, sustentam, “não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia”. “Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública.”

O manifesto também pede que seja implantado um Plano de Emergência Nacional que mantenha as medidas de redução de contato social; crie leitos provisórios em unidades de terapia intensiva (UTIs); implemente renda básica para desempregados e trabalhadores informais; suspenda tarifas de serviços básicos; institua tributação sobre grandes fortunas; proíba demissões – com o auxílio estatal a setores mais afetados a médios, pequenos e microempresários; entre outras medidas.

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