Em live, Bolsonaro ignora troca na PF e possível demissão de Moro

Ministro da Justiça analisa deixar cargo se presidente Jair Bolsonaro seguir com plano de trocar comando da Polícia Federal

atualizado 23/04/2020 20:59

Em transmissão ao vivo nas redes sociais realizada na noite desta quinta-feira (23/04), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ignorou a possível saída do ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, do governo.

“Vai ser uma live bastante rápida e o assunto do momento [é]: o auxílio emergencial”, disse o presidente logo no início de sua tradicional live de quinta-feira.

Na manhã desta quinta, Moro se encontrou com Bolsonaro, conforme previa a agenda oficial do presidente. No encontro, Bolsonaro comunicou ao ministro uma possível troca no comando da Polícia Federal, hoje chefiada por Maurício Valeixo – hipótese que já tinha sido aventada pelo presidente em agosto do ano passado.

Segundo fontes palacianas, essa mudança seria feita até a semana que vem. A pessoas próximas, Moro disse que, se a troca de fato acontecer, ele pode pedir demissão.

Para comandar a Polícia Federal, Bolsonaro quer uma pessoa mais próxima a ele. Fontes com trânsito no governo confirmaram ao Metrópoles que um dos mais cotados para essa posição é o delegado Alexandre Ramagem, que é da PF, mas atualmente ocupa a direção-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Outro nome que vem sendo estudado, e tem o aval dos filhos do presidente, é o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Gustavo Torres, que também é da PF. Torres, inclusive, se reuniu com Bolsonaro algumas vezes nesta semana.

Braga Netto nega saída
Durante coletiva no Palácio do Planalto, também nesta quinta, o ministro da Casa Civil, Braga Netto, desmentiu a demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Questionado, o ministro-chefe da Casa Civil disse que “a assessoria do ministro Moro já desmentiu a saída dele do governo. Já está publicada essa informação”. Até a última atualização desta reportagem, no entanto, a única posição oficial do Ministério da Justiça era a de que o ministro “não havia confirmado” pedido de demissão – sem desmentir formalmente as informações.

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