Ernesto Araújo defende investigação e reforma da OMS em reunião ministerial

Segundo o ministro, a organização vem atuando de forma incoerente e pouco transparente em relação à pandemia do coronavírus

atualizado 09/06/2020 11:04

Andre Borges/Especial para o Metrópoles

O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, defendeu em reunião ministerial com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (09/06) uma investigação contra a Organizaçã Mundial de Saúde (OMS) que, segundo ele, vem atuando de maneira pouco transparente e de forma incoerente nas orientações sobre medidas para conter o avanço do coronavírus.

“O Itamaraty, claro que sempre em coordenação com o Ministério da Saúde, acompanha o papel da OMS com muita preocupação: falta de independência da OMS, aparentemente, de transparência e coerência, sobretudo, falta de coerência na orientação sobre aspectos essenciais”, avaliou o ministro, citando aspectos como a origem do vírus, o compartilhamento de amostras, contágio por humanos , modo de prevenção e quarentena.

Ele ainda apontou o uso da hidroxicloroquina como um aspecto em que a organização emitiu orientações diferentes.

“Em todos esses aspectos a OMS foi e voltou, às vezes mais de uma vez, e isso nos causa preocupação. Isso é um problema sistêmico, não é acidental. Por que? Temos que analisar. É um problema de  influência de atores políticos na OMS? É uma questão de métodos de transparência?”, questionou o ministro.

“Para isso, estamos propondo, junto com outros países, uma investigação e um processo de reforma da OMS. Estamos coordenando com a Austrália, com a União Europeia e com outros países para esse imprescindível exame do que aconteceu e do que está acontecendo com a OMS”, completou.

 

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