Manifestantes pró-Bolsonaro em frente ao Buriti: “Ibaneis comunista”

Grupo fez carreata e pedia a saída do governador Ibaneis Rocha por causa do decreto que proibia manifestações na Esplanada

atualizado 14/06/2020 15:40

Hugo Barreto/Metrópoles

Apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ocuparam a área em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, na tarde deste domingo (14/6). Eles estavam revoltados com a decisão do governador, Ibaneis Rocha (MDB), de impedir manifestações na Esplanada. “Ibaneis comunista”, gritavam os manifestantes.

O grupo chegou ao local por volta das 13h30 em uma carreata, cuja concentração foi formada em frente ao Quartel General do Exército. Logo após os carros passarem pelo Eixo Monumental, parte dos manifestantes desceram dos veículos para protestar. Por causa do decreto, eles agora pediam a saída de Ibaneis do poder.

Após deixarem os carros, os bolsonaristas chegaram a fechar parte da via. Policiais Militares, que fazem a segurança no local, impediram a ação e, até o momento, não houve registro de violência.

Além de ter fechado a Esplanada para manifestações, o decreto determinava que, para haver protestos no DF, grupos organizadores deveriam encaminhar um pedido de autorização à Secretaria de Segurança Pública.

Segundo o secretário de Segurança Publica do DF, Anderson Torres, não houve qualquer pedido para a realização de atos. As únicas solicitações eram para a Esplanada, que foram cancelados no momento em que Ibaneis assinou o decreto.

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QG do Exército

Antes de marcharem até o Palácio do Buriti, um grupo de aproximadamente 100 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu-se em frente ao Quartel General do Exército.

Com bandeiras e blusas do Brasil, os manifestantes – que antes tentaram furar o bloqueio na Esplanada – repudiaram a decisão do governador. Enquanto se manifestavam, os apoiadores do presidente gritavam “Fora, Ibaneis!” e “Pelo nosso direito constitucional de protestar”.

Após a concentração, o grupo decidiu fazer uma carreata até o Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (GDF).Veja:

Além de ter fechado a Esplanada para manifestações, o decreto reforçava que, para haver protestos no DF, o grupo deveria encaminhar um pedido de autorização à Secretaria de Segurança Pública.

Segundo o secretário da pasta, Anderson Torres, não houve qualquer solicitação protocolada para a realização de atos. As únicas demandas eram para a Esplanada, que foram automaticamente canceladas no momento em que Ibaneis assinou o decreto.

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Furo do bloqueio

No meio da manhã, um pequeno grupo de apoiadores do presidente – não mais que 30 pessoas – tentou furar o bloqueio, determinado no sábado (13/06) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). A Polícia Militar, presente no local, negociou para que a ordem fosse mantida. Veja vídeo:

Os manifestantes carregavam bandeiras do Brasil e empunhavam bandeiras e entoavam palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e também criticavam Ibaneis Rocha pelo fechamento da Esplanada. Um deles, que se identificou como policial civil do Rio de Janeiro, portava uma arma. Ele não quis falar com a reportagem.

O suposto policial também carregava uma caixa com fogos de artifício. Veja fotos abaixo. No sábado à noite, em ato, um grupo de apoiadores do presidente queimou fogos na frente da corte.

Segundo o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, a Praça dos Três Poderes foi esvaziada após esse incidente. “A Esplanada estava fechada para manifestações. O decreto foi claro. E ainda tem a ordem proibindo aglomerações”, reforçou.

Fechamento da Esplanada 

No sábado (13/06), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decretou o fechamento completo da Esplanada para este domingo. A medida é uma resposta ao tom que parte dos manifestantes adotaram nos atos de ontem, durante e depois dos protestos a favor e contra o governo federal no centro de Brasília.

Em entrevista ao Metrópoles na noite de sábado, o governador Ibaneis disse que, enquanto as manifestações foram “ordeiras”, ele não interferiu: “Dei todo o apoio, como democrata que sou. Mas não vou aceitar os excessos”. E reforçou ainda seu papel no episódio dos recentes protestos. “Bolsonaro é o presidente da República, mas eu sou o governador, e como governador preciso garantir a ordem”, afirmou.

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Segundo a assessoria de imprensa da presidência do Senado, o grupo denominado 300 do Brasil tentou invadir áreas restritas do Congresso Nacional. Os manifestantes chegaram a subir na parte externa do monumento, onde ficam gôndolas próximas às cúpulas do Legislativo.

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