PGR vê “estrutura hierárquica e forte indício de fraude” a partir de Witzel

O governador do Rio foi alvo de mandados de busca e apreensão da PF após suspeita de irregularidades em licitações na Saúde do estado

atualizado 26/05/2020 17:37

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou, em parecer, que as provas coletadas na investigação sobre desvios de recursos destinados ao combate da pandemia do novo coronavírus no Rio de Janeiro apontam que foi criada “estrutura hierárquica no Poder Executivo do estado, escalonada a partir do governador Wilson Witzel“.

O mandatário fluminense foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nessa terça-feira (25/05). A polícia apreendeu celulares e computadores na residência de Witzel.

Segundo a PGR, o esquema propiciou contratações sobre as quais pesam “fortes indícios de fraudes”.

Na representação enviada ao STJ, a PGR argumentou ainda que há prova robusta de fraudes nos processos que resultaram na contratação da organização social Iabas para gerir os hospitais de campanha no Rio, “tudo com anuência e comando da cúpula do Executivo”.

As informações constam da decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que desencadeou a Operação Placebo.

Witzel considerou que a operação comprova a interferência do presidente Jair Bolsonaro na PF. Em pronunciamento no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador, ele chamou o mandatário do país de fascista e disse que o senador Flávio Bolsonaro deveria estar preso. (Com informações da Agência Estado)

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