Sara Winter nega ter atirado fogos no STF. Veja depoimento à PF na íntegra

Presa por ordem do ministro Alexandre de Moraes, atendendo a pedido da PGR, ela também garantiu não ser financiada pelo governo

atualizado 15/06/2020 17:43

Sara WinterIgo Estrela/Metrópoles

Em depoimento à Polícia Federal (PF), depois de ser presa no início da manhã desta segunda-feira (15/06), a militante bolsonarista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, negou que ela e o seu grupo, os “300 do Brasil”, tenham tido envolvimento com o lançamento de fogos de artifício em direção do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na oitiva, seus advogados Bertoni e Renata Tavares também voltaram a alegar que ela correrá “risco de morte e violência física” se for removida da Superintendência da Polícia Federal para a penitenciária, porque “é defensora da polícia e inimiga do crime organizado”.

Sara começou o depoimento exercendo seu direito de ficar em silêncio e se recusando a responder se era líder dos “300”. Depois, também não quis comentar qual o objetivo do grupo, dizendo apenas que eles são voltados para a desobediência civil e ações não violentas. Ela foi questionada sobre os ataques públicos ao ministro Alexandre de Moraes, a quem prometeu tornar a vida um “inferno” nas redes sociais. Nesse caso, ela também se calou.

Ela confirmou, contudo, que eles são apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), negando que eles tenham conexões com quaisquer dos três poderes e garantiu não receber apoio financeiro do governo federal, de governos estaduais ou municipais e de partidos.

Perguntada sobre o ato em que os “300 do Brasil” empunharam tochas em frente ao prédio do STF — interpretado como uma referência ao modo de atuação da organização segregacionista e racista estadunidense Ku Klux Klan –, ela disse que a inspiração foi uma passagem bíblica. A militante classificou o ato como “pacífico, sem depredação do patrimônio público, com Corpo de Bombeiros e extintores”.

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Sobre ter trabalhado como comissionada no Ministério dos Direitos Humanos, Sara disse que “não gostou de ser funcionária pública” e “preferiu voltar para a iniciativa privada”.

Prisão

Sara foi presa pela PF após expedição de mandado assinado por Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito de uma investigação de atos antidemocráticos — a prisão é temporária, com duração de cinco dias. Antes, em maio, ela havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em sua casa, desta vez no inquérito das fake news, tocado pelo STF.

Leia a íntegra do depoimento:

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