Weintraub minimiza falhas no Enem 2019: “Insignificante”

O ministro disse que nenhum estudante deixou de entrar na universidade. E voltou a afirmar que, em 2019, o Enem foi o "melhor da história"

atualizado 11/02/2020 14:04

Andre Borges/Esp. Metrópoles

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu nesta terça-feira (11/02/2020) a execução do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2019. O titular do MEC afirmou que as 5.100 pessoas vítimas das falhas nas provas só “levaram um susto”. Ressaltou ainda que, em um universo de 4 milhões de inscritos, o número não é significativo.

“Individualmente, são relevantes. Mas, estatisticamente, o impacto na nota de corte é inexistente. Não é significativo, é zero o impacto”, destacou. E completou: “Ninguém deixou de entrar na faculdade devido ao que ocorreu no Enem”.

À Comissão de Educação do Senado Federal, o ministro afirmou que a edição do ano passado foi “a melhor de todas”, mesmo sem ele ter “prometido que seria”. Weintraub foi convocado pelo colegiado para prestar esclarecimentos sobre as falhas nos gabaritos do exame.

“Não prometi que seria, mas foi o melhor Enem de todos os tempos. Não estou dizendo que foi perfeito. Só vai ter um Enem melhor do que o de 2019, será o deste ano”, garantiu. O ministro da Educação explicou como foi avisado de que havia inconsistências na correção das provas.

“Eu, Abraham, estava à noite em casa depois que saiu o resultado e abri meu Twitter. Eu interajo muito, vim da iniciativa privada. Detectei que havia inconsistências. Tinha muita gente reclamando do segundo dia de prova”, relatou.

Weintraub afirmou que, depois disso, o problema foi detectado na impressão dos cadernos de provas e dos gabaritos. “Abrimos um processo administrativo na gráfica. Essas 5.100 pessoas têm que ver se querem entrar na Justiça [contra a gráfica]. Corrigimos novamente as 4 milhões de provas e ficou restrito às 5.100 pessoas”.

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