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Associação afirma que demissão de subcomandante da PM após fogos é injusta

Em nota, Asof destacou que a Polícia Militar do DF faz parte da estrutura governamental e que se houve falha foi do "sistema como um todo"

atualizado 15/06/2020 16:58

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal (Asof) publicou nota lamentando a exoneração do subcomandante geral da corporação, coronel Sérgio Luiz Ferreira de Souza. A entidade classificou como injusta a demissão após manifestantes lançarem fogos de artifício contra o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto destaca que “se houve falha de segurança que permitiu a ocorrência dos eventos na Esplanada dos Ministérios, na noite de sábado (14/06), foi uma falha do sistema como um todo, e não exclusivo da PMDF”.

“A PMDF não é um órgão estanque dentro da estrutura da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP): é uma instituição integrante de um arcabouço estatal complexo”, argumenta a nota.

Confira:

Nota Asof — Exoneração subcomandante by Metropoles on Scribd

A demissão do coronel Souza foi uma resposta à atuação da PMDF no último fim de semana. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) no domingo (14/06).

Questionado sobre a decisão, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse à coluna o seguinte: “Ele foi exonerado porque permitiu que manifestantes soltassem fogos de artifício em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A PMDF deve servir, no mínimo, para resguardar os cidadãos e as instituições da capital federal. Se não fez isso, errou grosseiramente”, pontuou o titular do Palácio do Buriti.

Ao justificar a medida, o governador também revelou que o comandante da PMDF, Julian Rocha Pontes, está infectado com Covid-19 e hospitalizado. “Eu só não responsabilizei e exonerei o próprio comandante da PM porque ele está com coronavírus e internado. Não teve culpa de nada”, frisou Ibaneis.

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Fogos
Na noite desse sábado (13/06), um grupo de manifestantes bolsonaristas se reuniu na Praça dos Três Poderes e lançou fogos de artifício no prédio do STF. O vídeo ganhou as redes sociais, bem como as frases ditas pelo autor das imagens, em tom de ameaça, aos ministros do Supremo.

O governador do Distrito Federal também foi alvo das ofensas proferidas pelos manifestantes. A fúria se deu por conta do decreto assinado por Ibaneis que determina o fechamento da Esplanada dos Ministérios e a retirada dos acampamentos que insistiam em permanecer no local, desrespeitando as regras de isolamento social estabelecidas para conter a disseminação do novo coronavírus.

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