com Rebeca Ligabue, Hebert Madeira, Danillo Costa e Sabrina Pessoa

Osklen deixa de vender máscaras de proteção após críticas sobre o preço

A marca brasileira retirou os produtos do e-commerce depois que internautas reclamaram do valor de R$ 147 por um kit com duas peças

atualizado 06/05/2020 19:32

máscaras de proteção da OsklenOsklen/Divulgação

A Osklen é reconhecida por ser uma marca consciente e repleta de iniciativas louváveis. No entanto, um lançamento recente não agradou tanto assim ao público. Em meio à pandemia global do novo coronavírus, a grife carioca passou a comercializar máscaras de proteção, e o preço foi extremamente criticado na internet.

Vem comigo entender!

máscaras à venda em e-commerce
Na campanha chamada Respect & Breathe, a Osklen vendia kit com duas máscaras de proteção por R$ 147

 

Parte da campanha Respect & Breathe, o kit com duas máscaras faciais custava R$ 147. Nas descrições, a Osklen destacava que as peças eram “produzidas bravamente” por costureiras no período de isolamento social.

Feitos de algodão, os produtos nasceram em parceria com o Instituto-E. As opções incluíam estampas coloridas. Depois de muitas reclamações na internet, os itens foram retirados do e-commerce.

máscaras à venda em e-commerce
A cada pack vendido até o fim de maio, a marca doaria uma cesta básica

 

máscaras à venda em e-commerce
As máscaras são feitas de algodão

 

print de e-commerce com erro
Contudo, os produtos foram retirados do site

 

Nas redes sociais, usuários se mostram indignados. Alguns apontaram que a label poderia ter desistido dos lucros, enquanto outros enfatizaram a importância de comprar de pequenos produtores. Teve até quem destacasse os números alarmantes de vítimas da Covid-19.

Uma das pessoas que criticaram a iniciativa foi o humorista Rafinha Bastos. Em vídeo, ele chama os funcionários da Osklen de “arrombados”. “É impressionante que em um momento como este, de epidemia, em que a gente imagina que as pessoas vão reavaliar suas prioridades e que esse tipo de absurdo não vai acontecer, acontece! E as marcas conseguem tirar dinheiro dos mesmos trouxas que não aprendem, porque com certeza imbecis compram”, disparou o comediante.

prints do Instagram com críticas à Osklen
Prints do Instagram

 

prints do Instagram com críticas à Osklen
Prints do Instagram

 

prints do Twitter com críticas à Osklen
Prints do Twitter

 

prints do Twitter com críticas à Osklen
Prints do Twitter

 

prints do Twitter com críticas à Osklen
Prints do Twitter

 

No Instagram, a marca falou sobre o valor do kit. “Não abrimos nossos números, mas dada a curiosidade gerada pela nossa iniciativa, resolvemos compartilhar com vocês o fato de que com o pack vendido a R$ 147, a empresa terá menos de 7% de lucro, exatamente R$ 11″, assinalou a etiqueta.

“A Osklen entende que usar máscaras neste momento é importante e quer levar aos seus clientes mais uma opção com peças funcionais, com design e qualidade”, completou o comunicado. No entanto, a publicação também foi apagada.

post da Osklen no Instagram
Em post que já foi apagado, a Osklen explicou como a empresa chegou ao valor de R$ 147

 

Além disso, a etiqueta respondeu alguns seguidores, reforçando que também faria doações. “Nossa intenção é levar aos nossos clientes mais uma opção, com peças funcionais, estéticas e de qualidade. Além disso, a cada pack de máscara vendido em maio, doaremos uma cesta básica para a comunidade do Jacarezinho, que fica na zona norte do Rio de Janeiro, onde vivem 50 mil pessoas em situação de vulnerabilidade”, justificou.

comentário no Instagram da Osklen
A Osklen chegou a responder alguns internautas

 

A Coluna Ilca Maria Estevão entrou em contato com a Osklen, por meio de sua assessoria de imprensa, em busca de um posicionamento. “No lançamento, realizado em 5 de maio, ouvimos a opinião pública. Decidimos, então, suspender a venda do pack e entendemos que é um momento de repensar o projeto. Independentemente disso, continuaremos com nossa ação social”, pontuou a etiqueta.

Em tempo: em abril, a Osklen firmou parceria com o Instituto Alpargatas e iniciou a produção de 50 mil máscaras de TNT e nove mil jalecos não hospitalares confeccionados com tecidos 100% algodão. Os itens foram doados a profissionais que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus no Rio de Janeiro.

 

Colaborou Rebeca Ligabue

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