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Covid-19: Saúde do DF comprará quatro rabecões à espera do pico da pandemia

Carros funerários devem atender novas demandas com o possível aumento de óbitos causados pelo novo coronavírus nas próximas semanas

atualizado 02/05/2020 9:23

Enterro de vítima do coronavírusHugo Barreto/Metrópoles

Com a possível aproximação do pico da pandemia do novo coronavírus, a Secretaria de Saúde decidiu se antecipar e criar medidas para enfrentar, inclusive, a previsão de aumento de óbitos registrados no Distrito Federal. Responsável pelos corpos de pacientes fatais da rede pública, o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) solicitou a aquisição, em caráter emergencial, de quatro rabecões para o transporte dos pacientes que morrerem em função da Covid-DF.

A solicitação formal partiu do subsecretário de Atenção à Saúde, Eduardo Hage, um dos responsáveis técnicos pelo controle da proliferação da doença na capital federal. Segundo a pasta, a média mensal de corpos recolhidos pelo SVO de casos de morte natural aparente é de 140. Além disso, a cada mês, cerca de 60 cadáveres são transferidos de uma unidade hospitalar para outra.

“Desde o dia 26/01/2019, o SVO passou a transportar os corpos de via pública, residência e casos específicos intra-hospitalares, somando o total de 1.751 remoções durante o ano de 2019. Nesse sentido, o núcleo necessita da compra de rabecões novos para readequar e estruturar o serviço de transporte de corpos”, explica o documento que embasou o pedido.

O documento, no entanto, não tem a estimativa de preço dos veículos preparados para esse tipo de serviço.

Óbitos

Atualmente, o DF está entre as 10 unidades da Federação com menor índice de óbitos causados pela enfermidade. De acordo com o boletim epidemiológico local, eram 30 mortes até a noite de quinta-feira (30/04), embora a empresa Campo da Esperança, responsável pelos seis cemitérios locais, tenha registrado 49 enterros confirmados ou apenas suspeitos de coronavírus.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, o número de infectados pelo novo coronavírus no Distrito Federal subiu para 1.537 no início da noite de quinta, desses, 871 já se recuperaram da doença.

Câmara fria

Na última semana, o GDF anunciou a criação de uma sala para isolamento de cadáveres de vítimas em decorrência de complicações provocadas pela Covid-19. A chamada câmara fria é localizada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade distrital de referência para tratamento da doença.

Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), o objetivo é manter a segurança dos profissionais e demais pacientes. O ambiente climatizado possui quatro salas com 20 m². Do total de cômodos, metade é refrigerada. Há, ainda, um salão e um quarto para os médicos e enfermeiros se trocarem.

O espaço tem capacidade para comportar 40 cadáveres. Os corpos são retirados antes de completar 24 horas do óbito do paciente.

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