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Anitta admite que minimizou racismo: “Achava que estavam se vitimizando”

"Comecei a perceber muito e fui aprendendo", explicou a cantora

atualizado 03/06/2020 11:58

Reprodução

Anitta promoveu uma live para conversar sobre racismo com duas militantes negras, as advogadas Silvia Souza e Juliana Souza, na noite da última terça-feira (2/6). No bate-papo, a cantora admitiu que já minimizou o racismo, mas começou a aprender sobre o tema e percebeu a importância de falar sobre o preconceito racial.

A funkeira disse que, apesar de ter ascendência negra por parte de pai, “não é considerada” uma pessoa negra. E, por esse motivo, minimizava o racismo e as reclamações de suas bailarinas negras. “Achava, ‘Ah, gente, está se vitimizando. Agora, tudo te olham torto porque você é negra. Pensava assim’. Até que a minha bailarina Arielle começou a me explicar coisas. Comecei a perceber muito e fui aprendendo”, explicou.

A artista contou que ouviu de pessoas que era “esperta” por ter bailarinas negras para “não chamar tanta atenção”, mas ela desmente. “Eu coloquei porque elas são lindas e dançavam bem. Aprendi a dançar com elas. Na época, fiquei revoltadíssima. Nunca falei para elas. Ouvia isso o tempo todo.”

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Anitta ainda chamou atenção dos seguidores: “Aprenda e se interesse porque existe sim [racismo], por mais que você pense, ‘eu não sou preconceituoso’. Há várias atitudes. Eu aprendo a cada dia coisas que têm origem preconceituosa. Aprendo a não fazer”, pontuou.

No fim, a cantora disse: “Agora eu entro em briga, boto hashtag, faço live”. E justificou sua disposição para brigar pelas causas: “Pensei que as pessoas iriam me criticar muito, e falei: ‘que se dane, já tomo tapa por muita coisa mesmo, vamos embora”, finalizou.

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