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Felipe Neto a influencers: “Quem se cala perante o fascismo, é fascista”

O youtuber usou seu prestígio nas redes para cobrar aqueles que não se posicionam politicamente em relação ao governo Bolsonaro

atualizado 09/05/2020 15:56

Felipe NetoReprodução/ Instagram

Felipe Neto usou seu prestígio ante 11,4 milhões de seguidores no Twitter e 12,1 milhões no Instagram para criticar influenciadores digitais que não se posicionam politicamente. Por meio de uma “vídeo-carta aberta para todos os artistas e influenciadores do Brasil”, ele lembrou que, no atual cenário político do Brasil, calar-se não é escolha, é conivência.

“Acabou a tolerância. Influenciador que não se manifesta agora é cúmplice. Estamos oficialmente contra um regime fascista. E quem se cala perante o fascismo, é fascista”, disse ele, durante o vídeo, em referência ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Neto inicia a fala comentando que ninguém é obrigado a se manifestar politicamente.

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Porém, ele aponta, essa isenção não é mais aceitável, principalmente daqueles que tem ascendência sobre o público. “Eu dei unfollow em todo mundo que ficou calado esse tempo todo, que continua calado nesse momento. Pra mim, é uma cambada de covarde. Uma cambada de gente que está mais preocupada com a quantidade de seguidores e dinheiro que ganha do que com o futuro da sua pátria, da sua nação e da sua própria liberdade”, afirmou.

Felipe comenta muitos não se posicionam contra Bolsonaro por medo de “perder a admiração daqueles 30% da população brasileira que continua fiel a essa loucura”. Porém, ele frisa: “Prefiro me cercar dos 70% do que me calar tentando manter os 100%. Isso é mais digno, muito menos covarde e minha função, como influenciador. É minha função lutar pela liberdade”. Leia a transcrição do vídeo:

“Ninguém é obrigado a se manifestar politicamente. Na época das eleições, que era PT contra Bolsonaro, eu entendi quando o pessoal ficou calado. Bolsonaro assumiu. Começou a vir um monte de cagada, um monte de de escândalo. Todas as questões envolvendo Queiroz, envolvendo caixa 2, envolvendo investigações da Polícia Federal, envolvendo fake news e o pessoal foi ficando calado. Cantores, artistas, grandes youtubers, grandes instagrammers, calados. Só que aí, acabou a tolerância. O momento de rompimento da tolerância, que não dá mais, que se você ficar calado, você é cúmplice, foi o momento em que o Bolsonaro começou a ameaçar o STF e o Congresso Nacional. No momento em que ele vai numa manifestação que pede o fechamento do STF e do Congresso Nacional, que pede a implementação do AI-5, de uma ditadura militar, e ele vai nessa manifestação e ele grita no palanque dessa manifestação, acabou passada de pano. Influenciador que não se manifesta agora é cúmplice. Estamos oficialmente contra um regime fascista. E quem se cala perante o fascismo, é fascista. Ponto final. Então, acabou minha tolerância. Eu dei unfollow em todo mundo que ficou calado esse tempo todo, que continua calado nesse momento. Pra mim, é uma cambada de covarde. Uma cambada de gente que está mais preocupada com a quantidade de seguidores e dinheiro que ganha do que com o futuro da sua pátria, da sua nação e da sua própria liberdade. Acho que vocês sabem quais influenciadores ficam em cima do Moro, do muro, que preferem essa isenção a correr o risco de perder seguidores, a se posicionar contra o fascismo, a se posicionar contra esse lunático que está no poder e com isso perder a admiração daqueles 30% da população brasileira que continua fiel a essa loucura. Prefiro me cercar dos 70% do que me calar tentando manter os 100%. Isso é mais digno, muito menos covarde e minha função, como influenciador. É minha função lutar pela liberdade. Pela liberdade de expressão, pela liberdade de pensamento, pela pluralidade, pelo estado laico. Quem se cala, nesse momento, perante o fascismo, torna-se fascista.”

 

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Vídeo-carta aberta para todos os influenciadores e artistas do Brasil.

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