Após prisão de Renan Sena, PCDF investigará redes sociais de bolsonaristas

Informações na internet sobre o ativista e seu grupo serão usadas para embasar investigações da Polícia Civil

atualizado 14/06/2020 20:39

A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) vai investigar todas as ações na internet do grupo de direita vinculado a Renan Sena, preso neste domingo (14/06) por soltar fogos de artifício no Supremo Tribunal Federal (STF) e por ameaçar o governador Ibaneis Rocha (MDB).

Ele foi levado à DRCC, localizada no Departamento de Polícia Especializada (DPE), com outra integrante do grupo, que tentou impedir sua detenção, batendo no carro da Polícia Civil.

A polícia identificou que Sena é o homem que narra os vídeos dos fogos soltados no STF e ameaça o governador Ibaneis. Ao acender fogos, ele diz: “Isso aqui é para o senhor Ibaneis Rocha, por ter fechado os acampamentos na Esplanada. Isso aqui não são fogos de Copacabana, é a revolta”. Ele ainda chama ainda Ibaneis de “safado e comunista”.

Em outro vídeo, ele xinga integrantes do STF e o GDF, e fala sobre revolta popular.

Em informação ao Metrópoles, integrantes da DRCC informaram ter identificado que o grupo bolsonarista faz atos pensados e organizados. Pelo que foi apurado e dito à reportagem, Renan Sena seria o “ponta de lança” do grupo para as radicalizações durante protestos.

Por isso, em uma investigação além das que já são realizadas sobre o Grupo 300 do Brasil, pela Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), a DRCC vai passar um pente-fino em vídeos, redes sociais e qualquer tipo de comunicação cibernética realizada pelo grupo de Renan, um desmembramento do 300 do Brasil.

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