Covid-19: taxa de mortalidade no Recanto é 63% maior do que em Ceilândia

Na região administrativa, a incidência de óbito por cada grupo de 100 mil moradores é de 3,6%, a mais alta do DF

atualizado 09/06/2020 0:56

EmasRafaela Felicciano/Metrópoles

Longe dos holofotes de quem acompanha o avanço do coronavírus no Distrito Federal, 0 Recanto das Emas surpreende quando a análise dos boletins da Secretaria de Saúde passa a ser a taxa de mortalidade medida por cada grupo de 100 mil habitantes.

Nesse quesito, a região administrativa lidera na capital do DF e tem taxa de mortalidade 63% mais alta do que a campeã de óbitos em números absolutos, Ceilândia.

Enquanto a maior e mais populosa do DF apresenta incidência de mortes de 2,2%, o Recanto concentra 3,6% de falecimentos a cada 100 mil moradores. Até o momento, 13 pessoas perderam a vida na localidade. Em todo o DF são 16.948 casos confirmados e 205 óbitos até essa segunda-feira (08/06).

Um dos fatores que pode contribuir para a alta mortalidade na cidade é a falta de grandes unidades de saúde. Samambaia, Taguatinga e Ceilândia, por exemplo, têm hospitais públicos.

Para o diretor cientifico da Sociedade de infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez, os números são preocupantes, especialmente porque os casos estão indo cada vez mais para as regiões periféricas do Distrito Federal.

“São lugares onde as pessoas precisam sair para trabalhar, diferentemente do que ocorre em Taguatinga, por exemplo, onde há uma oferta maior de empregos”, observa Urbaez.

Drive-thru

Segundo a Secretaria de Saúde, os moradores da cidade podem ser testados no modelo drive-thru da Administração de Samambaia e nas UBSs números 2, 3 e 4, onde são avaliadas pessoas com sintomas da Covid-19 ou que tenham tido contato com pessoas infectadas.

Nos casos mais graves, a pasta afirma que os pacientes devem procurar os hospitais ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para o tratamento do coronavírus.

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