Justiça expede mandado de prisão para homem acusado de esquartejar desafeto

Agora, "Coroa" pode ser considerado, oficialmente, como um foragido da Justiça. Ele teria jogado as partes da vítima em uma mala e enterrado

atualizado 02/06/2020 20:27

A Justiça do Distrito Federal expediu, nesta terça-feira (02/06), mandado de prisão preventiva contra Josimar da Penha Santos. Conhecido como Coroa, o homem é acusado de assassinar Danilo Oliveira Rocha, de 27 anos. A vítima foi morta, esquartejada e teve o corpo enterrado dentro de uma mala, em área próxima ao Fórum do Itapoã.

Agora, Coroa pode ser considerado, oficialmente, como um foragido da Justiça. Mais cedo, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) havia dito que Danilo, conhecido como Pivete, tinha 19 anos. Nesta terça, porém, os investigadores o identificaram como um morador de 27 anos do Itapoã.

Ainda de acordo com a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), o motivo do homicídio seria o fato de a vítima ter mexido com a namorada de um dos suspeitos pelo assassinato.

“É chocante a frieza dessas pessoas. Sem motivação nenhuma, só porque a vítima se interessou pela namorada de um dos autores foi o suficiente para eles realizarem essa crueldade. Só enterraram a vítima porque imaginaram que o mau cheiro (do corpo) iria denunciá-los”, disse a delegada-chefe da 6ª DP (Paranoá), Jane Klébia. “Ao saírem do local, foram comer pizza. Sem sinal nenhum de arrependimento”, completou.

Vítima conhecia suspeito

Ainda de acordo com a titular da unidade policial, o depoimento dos envolvidos mostra que eles tinham um grau de cumplicidade com o autor do crime.  “Eles tomaram as dores de Josimar e, juntos, ajudaram ele a cometer o homicídio”, ressaltou a delegada.

O crime ocorreu entre a noite de sexta-feira (29/05) e a madrugada de sábado (30/05), em uma casa no Itapoã. Quatro suspeitos foram identificados e três acabaram presos em flagrante.

De acordo com os depoimentos colhidos na 6ª DP, Danilo estava em uma festa regada a drogas e álcool na residência de Coroa. Ele permanece foragido.

No local, divertiam-se também os outros suspeitos – João Paulo Fonseca Sousa, 22; Wemerson da Penha Batista, 26, e Adrian de Oliveira da Silva, 19. No imóvel, estava ainda um grupo de mulheres e homens que não participaram do homicídio.

João Paulo contou aos policiais que, na casa onde ocorria a festa, havia consumo de drogas, como LSD, cocaína, maconha e Rohypnol. No decorrer do evento, houve confusão entre Danilo e Josimar. O pivô do desentendimento seria a namorada de Coroa. A vítima foi cercada, espancada e sofreu diversas perfurações pelo corpo, com tesoura e canivete.

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Morte agonizante

Ainda de acordo com o depoimento dos envolvidos, a vítima ainda agonizava quando o grupo resolveu “acabar com o sofrimento” de Danilo. Segundo o termo de declaração de João Paulo, os criminosos deram novos golpes no rapaz até que ele morresse.

Em seguida, Josimar sugeriu que os comparsas “desaparecessem” com o corpo. Então, teve início a um ritual macabro de revezamento para que o cadáver fosse esquartejado o mais rápido possível.

A ação ocorreu no banheiro da casa – uma machadinha foi usada para desmembrar a vítima. O corpo de Danilo foi cortado ao longo de toda a noite, depois colocado dentro de uma mala.

O grupo foi até um terreno nos fundos do Fórum do Itapoã e abandonaram a mala. Preocupados, os suspeitos retornaram ao local mais uma vez, para enterrá-la, na manhã de domingo (31/05).

Na mesma tarde, todos se reuniram para comer pizza e tentar fazer um pacto de silêncio a fim de manter o crime em sigilo. No entanto, as informações chegaram até policiais da 31ª DP (Planaltina), que acionaram os investigadores na unidade do Paranoá.

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