PCDF indicia integrante de igreja acusado de abusar de 11 jovens

De acordo com as investigações da 20ª DP, do Gama, Elithon Carlito teria agido contra, pelo menos, 11 pessoas

atualizado 09/06/2020 16:17

ElithonRedes sociais/Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou, após inquérito sobre os abusos sexuais contra jovens de uma paróquia católica no Gama, Elithon Carlito Silva Pereira, 30 anos, por crimes contra 11 vítimas.

As investigações foram conduzidas por policiais da 20ª DP (Gama). Os abusos teriam começado em 2017, enquanto Tom – como o homem é conhecido na comunidade católica do Distrito Federal – trabalhava como líder de liturgia da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, no Gama.

Pelo menos 12 pessoas procuraram a polícia para a denúncia, após publicação de matéria pelo Metrópoles. De acordo com o delegado Renato Martins, à frente das investigações, o caso veio à tona no decorrer de uma live da banda de Elithon, realizada no dia 17 de maio. “Durante a apresentação, apareceu um comentário chamando ele de pedófilo e estuprador”, relata o policial.

Após a repercussão, Elithon teria chamado membros do grupo que ele comandava e pedido desculpas por certas condutas. Revoltados, alguns dos participantes entraram em contato com o padre responsável pela paróquia em que o suspeito morava – o religioso encaminhou o caso à Polícia Civil.

Em liberdade

Apesar da gravidade dos fatos, Elithon segue em liberdade, visto não ter sido preso em flagrante. Ele se apresentou à 20ª DP, mas preferiu não se manifestar.

Fiéis da congregação ouvidos pela reportagem relatam que, após a denúncia dos pais do coroinha, Tom deixou o ministério e passou a morar na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Gama, a convite do padre da igreja.

O Metrópoles também revelou que o investigado tentou uma vaga no Conselho Tutelar da cidade no último pleito realizado: teve, ao todo, cinco votos (confira na galeria abaixo).

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