Veja 5 pontos em que o DF avançou em 2019 e 5 desafios para 2020

Reabertura de delegacias 24h está entre as conquistas. Mas apagões de energia é um dos problemas que precisam ser combatidos

atualizado 31/12/2019 20:45

Michael Melo/Metrópoles

Primeiro ano de Ibaneis Rocha (MDB) à frente do Governo do Distrito Federal, 2019 registrou melhorias e cumprimento de promessas de campanha, mas ainda há pontos que precisam avançar.

O emedebista sucedeu Rodrigo Rollemberg (PSB) no Palácio do Buriti com uma série de insatisfações da sociedade e de servidores a serem resolvidas.

O Metrópoles reuniu cinco pontos de avanço e cinco que ainda precisam ser viabilizados. Confira abaixo.

Cinco pontos nos quais o GDF avançou em 2019:

Delegacias

O governo reabriu delegacias 24 horas. Até o início do ano, 15 unidades ficavam abertas apenas entre 9h e 19h, em dias úteis. O horário reduzido existia, desde setembro de 2016, por falta de estrutura para o atendimento ao público. A normalização dos serviços foi realizada aos poucos, devido à aprovação da Lei nº 6.261, que instituiu o serviço voluntário na Polícia Civil do DF (PCDF).

Em 6 de janeiro, o GDF normalizou os serviços das delegacias de Ceilândia Norte (19ª DP), que abrange o Sol Nascente, e do Núcleo Bandeirante (11ª DP), responsável também pela cobertura do Park Way.

Em fevereiro, foi a vez da 3ª DP (Cruzeiro); 9ª DP (Lago Norte); 10ª DP (Lago Sul); 35ª DP, em Sobradinho II; 23ª DP, no PSul, em Ceilândia; 2ª DP, na Asa Norte; e da 32ª DP, em Samambaia Sul. Em março, o expediente mudou na 14ª DP (Gama), na 8ª DP (SIA) e na 31ª DP (Planaltina).

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Arenaplex –  o complexo do Mané Garrincha

Depois de um longo período sem conseguir aprovar parcerias público-privadas (PPPs), o GDF avançou na Arenaplex. A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e o consórcio Arena BSB assinaram, em julho, o contrato de concessão, por 35 anos, do Centro Esportivo de Brasília.

Além da gestão da área que abrange o Estádio Nacional Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson e o Complexo Aquático Cláudio Coutinho, o modelo de negócio prevê a construção de um boulevard, espaço integrado de convivência, entretenimento e lazer.

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Escolas de gestão compartilhada

Depois de forte polêmica com o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), o governador conseguiu aprovar, na comunidade escolar, a implantação de 10 escolas de gestão compartilhada com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

No início da gestão, ele implantou o projeto em quatro escolas nos centros educacionais 3, de Sobradinho; 308, do Recanto das Emas; 1, da Estrutural; e 7, de Ceilândia. Depois, conseguiu a expansão para outras seis. Até o final do mandato, Ibaneis pretende ter 40 escolas de gestão compartilhada no DF.

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Iges-DF

Alvo de críticas de deputados distritais e inviabilizado como modelo em todos os outros governos que tentaram implantar a novidade, Ibaneis conseguiu a liberação para que um serviço social autônomo administrasse unidades públicas de saúde.

Instituto de Gestão Estratégia de Saúde (Iges-DF) está à frente da administração de seis unidades de pronto atendimento (UPAs) da capital, do Hospital de Base (HBDF) e do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

Além disso, em dezembro de 2019, os distritais aprovaram a autorização para o Iges-DF construir sete novas UPAs. A previsão é que as unidades entrem em funcionamento em Brazlândia, Ceilândia, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Paranoá e Vicente Pires.

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Novas administrações

Com o aval da Câmara Legislativa, o GDF elevou o número de administrações regionais para 33, com a criação de Arniqueira e do Sol Nascente/Pôr do Sol. A descentralização das demandas é um passo para resolver os problemas da população com mais rapidez e eficiência.

A Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol foi promessa de Ibaneis nas eleições de 2018.

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Confira cinco pontos nos quais o GDF ainda precisa avançar:
Reajuste dos servidores

As negociações para o reajuste salarial da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros é um pleito das categorias há anos. Houve expectativa de que o aumento sairia após a assinatura, pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de uma medida provisória na véspera de Natal de 2019, que aplicaria 8% de recomposição nas remunerações.

Mas o assunto ficou para 2020 depois do chefe do Executivo anunciar que o tema será discutido por meio de projeto de lei.

Reivindicada por 32 categorias do funcionalismo, a terceira parcela do reajuste concedido em 2013, no governo de Agnelo Queiroz (PT), continuou de lado. E o GDF ainda analisa se poderá pagar os valores em 2020.

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Apagões

Em 2019, o DF sofreu com sucessivos apagões. Alguns causaram prejuízos a moradores e comerciantes. Em 18 de novembro, por exemplo, 4.081 unidades habitacionais de de Samambaia, Asa Sul e São Sebastião ficaram horas sem energia elétrica.

Já em abril, o desabastecimento de Furnas afetou as subestações de Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Ceilândia Sul e Norte, Taguatinga e Taguatinga Norte, interrompendo o fornecimento de energia para 280.637 unidades consumidoras por cerca de uma hora e meia.

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Alimentação dos alunos

A merenda escolar ainda apresenta recorrentes problemas no DF. Em outubro de 2019, por exemplo, alunos da rede pública só tinham prato com arroz branco e salada para almoço ou pão puro com suco para o café da manhã.

Em entrevista ao Metrópoles, o governador Ibaneis Rocha disse que está em tramitação um projeto para que a gestão da alimentação nas escolas seja feita por organização social (OS), cabendo ao GDF apenas a cobrança da qualidade do atendimento.

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Transporte público

Embora existam novos ônibus rodando nas ruas do DF, o transporte público na capital da República ainda é motivo de insatisfação. A lotação é a principal queixa dos usuários do sistema no Distrito Federal e Entorno, segundo estudo do Ministério Público do DF e dos Territórios (MPDFT) e o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC).

Os problemas do asfalto se repetem nos trilhos. Falha de sinalização e trincas são alguns dos motivos que pararam ou reduziram a operação do metrô em 2019.

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Estragos das chuvas

Quem mora no Distrito Federal sabe que todo ano a chuva causa estragos na região. O cenário após os temporais é sempre o mesmo: árvores caídas, tesourinhas alagadas e falta de energia elétrica. Em 2019, não foi diferente.

Em 10 de dezembro, por exemplo, uma cratera se abriu durante forte chuva e engoliu quatro carros que estavam parados na 709/909 Sul.

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