Torcedor do Corinthians é demitido após protesto e fala em perseguição

Além de exercer a profissão de desenvolvedor de software, Emerson Osasco também é diretor e conselheiro da Gaviões da Fiel

atualizado 07/06/2020 18:25

Emerson CostaReprodução/Twitter

O desenvolvedor de software Emerson Osasco, que teve um vídeo viralizado em protesto contra o fascismo em São Paulo no último domingo (31/05), foi demitido de seu emprego. Ele teve seu contrato de trabalho rescindido no dia seguinte, em 1º de junho.

Além de exercer a profissão de desenvolvedor, o corintiano Emerson também é diretor e conselheiro da torcida Gaviões da Fiel e lutador de muay thai. Ele diz que a razão da demissão foi a participação no ato. “Após toda a repercussão, as imagens chegaram no meu serviço”, contou e também revelou que era contratado como pessoa jurídica da multinacional Softtek, empresa mexicana de tecnologia, que tem filial Barueri (SP).

A empresa, por sua vez, negou que a razão da rescisão tenha sido política. “Nossas políticas de RH cumprem os regulamentos e estão alinhadas ao nosso código de ética”, disse a Softtek em nota enviada ao UOL. “Há um tempo atrás eu trabalhava como quarteirizado para a empresa. No mês passado, fui absorvido para ser terceiro direito. Meu contrato era de seis meses, e eu só recebia elogios pelo meu trabalho”, lembrou Emerson.

Por causa da pandemia, Emerson estava trabalhando de casa e recebeu a notícia da demissão por uma ligação. Ele ressaltou que, no meio da conversa, o gerente mencionou a atuação dele na manifestação. “Ele acabou falando que foi porque eu estava na Paulita e mencionou um vídeo que eu tenho com o Lula. Vou entrar com uma ação na Justiça porque foi uma perseguição política. Ficou evidente para mim que foi por causa disso”, disse.

De acordo com o UOL, o corintiano foi candidato a vereador nas eleições municipais de 2016 pelo partido Solidariedade.

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