Covid-19: Bio-Manguinhos e Butantan já se preparam para fabricar vacinas

Dois dos principais produtores de vacina do país estudam como ajustar o volume de produção para garantir imunização à população brasileira

atualizado 15/06/2020 17:33

profissional de saúde manipulando vacinaRafaela Felicciano/Metrópoles

Com as notícias sobre a testagem em massa no Brasil de dois métodos de imunização promissores contra o novo coronavírus, os institutos brasileiros Bio-Manguinhos (Rio de Janeiro) e Butantan (São Paulo) já iniciam a preparação das fábricas para a produção de vacinas.

Na última quinta-feira (11/06), o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a parceria inédita entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac para produção e realização de testes da fase 3 – a mais avançada no desenvolvimento de uma vacina – contra o novo coronavírus.

O acordo prevê a aplicação da candidata à vacina em 9 mil voluntários no Brasil e a transferência de tecnologia para produção em escala industrial no país, que garantiria o fornecimento gratuito ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Dimas Covas, diretor-geral do Butantan, afirma que o instituto tem capacidade para produzir até 30 milhões de doses por ciclo produtivo.

Em negociação com pelo menos quatro empresas internacionais para o processo de uma produção de vacina no Brasil, a Bio-Manguinhos, ligada à Fiocruz, informa que tem capacidade para produzir 40 milhões de doses por mês.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, há cerca de 136 candidatas a vacinas contra o novo vírus em estudos em todo o mundo, mas somente 10 estão na fase de ensaio clínico, que permite testagem em humanos.

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