Eles aproveitaram a pandemia para adotar hábitos mais saudáveis. Veja dicas

Conheça três moradores do DF que estão usando o período de isolamento social para promover melhorais no estilo de vida

atualizado 13/06/2020 19:09

Bancário Eduardo RochaHugo Barreto/Metrópoles

Dançar virou o grande prazer de Célia Monteiro, 62 anos, nesta quarentena. Desde que a pandemia do novo coronavírus começou, a aposentada, que toma remédio para hipertensão, dedica 40 minutos do dia para escutar as músicas que mais gosta e movimentar o corpo. “Fico banhada de suor e me sentindo muito bem. Não estou preocupada quanto tempo isso vai durar porque estou me cuidando”, conta.

Esse é apenas um dos novos hábitos incorporados por ela durante o período de isolamento social. Seja por puro prazer, para ocupar a mente, tratar um problema de saúde ou mesmo para turbinar o sistema imunológico, alguns brasilienses estão reformulando costumes cotidianos.

Uma vida mais saudável — que inclua atividades físicas, alimentação equilibrada e descanso para a mente — é a receita para reforçar o sistema imunológico e afastar não só a Covid-19 como outras doenças. “O cuidado com a alimentação, aliado à prática regular de exercícios e o gerenciamento do estresse e da ansiedade interferem na saúde positivamente”, explica Priscilla Proença, médica especializada em nutrologia.

Além da dança, Célia está malhando uma hora todos dias, com treino montado por uma das filhas, que é personal trainer. “São 100 agachamentos, 100 flexões e ponte com peso no quadril dia sim, dia não”, diverte-se a aposentada. A rotina já lhe rendeu sete quilos a menos na balança em três meses.

“Eu não saio, estou em casa desde que começou a quarentena. Estou ficando até chata porque sempre falo para os meus amigos malharem”, diz, em tom de brincadeira.

Exercício físico
Algumas semanas antes da pandemia, o bancário Eduardo Rocha, 39 anos, foi diagnosticado com diabetes do tipo 2 – quando o corpo não produz insulina ou cria resistência à ela. Quando a pandemia começou, a condição de saúde obrigou-o a ficar em home office, pois a doença é um dos fatores de risco da Covid-19.

O isolamento motivou Eduardo a procurar ajuda de especialistas. Em maio, ele começou um programa de atividades físicas e alimentação equilibrada prescrito por uma nutricionista em conjunto com a médica Priscilla Proença. De lá para cá, já se sente mais disposto e as taxas de glicose se estabilizaram. “Estou feliz com os novos hábitos: quero perder 20% do meu peso, pensando em mim e também na minha filha de 7 meses”, relata.

Eduardo tem se dedicado a uma hora de caminhada perto de casa três vezes por semana. Procura fazer o exercício em horários em que há menos gente na rua e está sempre de máscara.

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Mente sã
Ainda no início da pandemia, quando a doença ainda era novidade e o cenário mundial incerto, a jornalista Jaqueline Dias encontrou em um programa de qualidade de vida de 15 dias uma maneira de se reconectar consigo mesma.

“Sempre procurei cuidar da minha saúde de uma maneira bem integrada, mas não estava praticando alguns conceitos com regularidade por conta das atribulações do dia a dia. No programa, foram 15 dias intensos de acompanhamento direto com nutricionista, educador físico e instrutor de meditação. Aproveitei a agenda mais livre como oportunidade de autoconhecimento, reavaliando hábitos e reajustando a rotina”, conta Jaqueline.

Todos os dias pela manhã ela participava de uma videochamada com meditação guiada. O hábito permaneceu mesmo com o término do programa. “A gente ainda não sabe quanto tempo vai levar neste novo jeito de viver, então é importante ir se adaptando”, completa.

Dicas
De acordo com Priscilla Proença, sono irregular, cansaço, ansiedade, baixa libido e aumento de peso são sinais indicativos de que é hora de mudar o estilo de vida. A boa notícia, entretanto, é que mudar a rotina não é tão difícil quanto parece em um primeiro momento.

Em relação à alimentação, a médica sugere aumentar a ingestão de vegetais, hortaliças, frutas e proteínas de alto valor biológico como ovos, frango e peixe. “Um bom começo é preencher a metade do prato com vegetais; 1/4 de proteína e o outro 1/4 com cereais e leguminosas como arroz integral, feijão e grão-de- bico”.

Para deixar o sedentarismo, a recomendação é começar aos poucos. “Faça programações fáceis de serem executadas como 30 minutos de caminhada mais vigorosa três vezes por semana, ou 20 minutos de exercícios de resistência usando o próprio peso do corpo em casa. Quando possível evolua no tempo e no tipo de exercício”, sugere.

Já o estresse e a ansiedade podem ser aliviados com um exercício simples de respiração. “Poucos minutos de olhos fechados, respirando lenta e profundamente, com esvaziamento mental, ajudam a relaxar e ainda promovem um sono de mais qualidade”, explica.

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