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A vida depois de… perder um irmão e se reencontrar através da dança
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Ninguém está imune aos sofrimentos da vida. Perdas, separações, mudanças inesperadas, todos estão sujeitos a isso. Para uma criança chamada Silvia, não foi diferente. Aos 5 anos de idade, começou uma sequência de experiências dolorosas.

Primeiro, foi o falecimento da avó materna, de quem até hoje ela lembra com carinho e saudade. Depois, a separação dos pais confundiu ainda mais o mundo da pequena. Em seguida, quando tinha 9 anos, seu irmão de criação se afogou e morreu ao lado dela. Eles estavam juntos em uma praia do Rio de Janeiro durante uma viagem de família.

Para Silvia, a vida infantil foi perdendo as cores e as palavras ficaram embaralhadas. Os pais estavam preocupados e chamaram uma psicóloga para avaliar a filha, que começou a fazer terapia. Apesar do apoio profissional ter ajudado, o que se mostrou como um caminho para a felicidade e distração da angústia foi a dança.

Felipe Menezes/Metrópoles

A mineira começou a dançar com 4 anos de idade e não parou até hoje.

 

“Minha mãe me colocou nas aulas de balé quando eu tinha 4 anos e minha avó materna, que tinha descendência espanhola e portuguesa, tocava piano, castanhola e cantava”, relembra a casa cheia de música e vida.

A mineira de Belo Horizonte cresceu e virou psicóloga. Criou um método próprio de terapia e adotou o nome Nartan, que recebeu em uma viagem à Índia. Mas para chegar nesse ponto, ela teve que percorrer muito chão.

O final dos anos 1990 foi um período transformador na vida dela. Após se separar do marido, a jovem de então 25 anos veio morar em Brasília. Não só para trocar os ares, mas para ficar mais perto das irmãs, que viviam na capital. “Estava passando por um processo de autodescobrimento. Meditava todo dia, de manhã e de tarde, em um processo de grande busca interna”, revela.

Mas no Ano Novo de 1995, tudo mudou drasticamente quando Nartan passou por uma “experiência mística”. Ela e alguns amigos decidiram passar a data na Chapada dos Veadeiros, acompanhados por um guia. Como estava muito focada em sua meditação, Nartan pediu para que os outros fossem na frente “achando que eu ia encontrar o caminho”, sorri hoje ao lembrar.

A mineira passou três longos dias perdida na mata, sozinha e sem comida. “Foi muito forte, passei esse tempo todo só bebendo água”. Apesar disso, Nartan considera a experiência uma bênção. “Tive um vislumbre do inferno e do céu ao mesmo tempo. Senti muito medo e angústia, mas muita expansão e clareza”.

A imensidão na qual ficou perdida permitiu que ela refletisse sobre diversas experiências. “Passei os três dias sozinha, sem falar nada, e compreendendo todo o processo da minha vida, as minhas dores”, comenta.

Essa experiência não serviu só para curar o emocional da jovem, mas a inspirou a conhecer a Índia e fazer uma imersão em modalidades de meditação. “De lá, trouxe várias técnicas corporais em que você usa a respiração, o chacoalhar, o dançar… Enfim, a catarse para entrar em um espaço de silêncio. Para esvaziar a mente, primeiro é necessário liberar a energia do corpo”. Em seguida, ela aplicou tudo isso em sua terapia.

Felipe Menezes/Metrópoles

Na Índia, a psicóloga recebeu o nome de Atmo Nartan que significa “dança da essência”.

 

Iniciava assim o processo de criar seu próprio método, a Dança Vital, que alia meditação, dança e terapia. “Esse trabalho ajuda a gente a alinhar o centro mental, emocional e corporal, para ter mais coerência no que a gente pensa, sente e faz”, explica.

Nartan utiliza essa forma de terapia especialmente com pessoas que sofrem de depressão, insônia, estresse e baixa autoestima. “O corpo fica feliz com o movimento”, enfatiza.



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